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Quando os homens fazem de celebridades os seus deuses
Do fascínio por artistas à idolatria de pregadores e cantores no meio evangélico
Por Administrador
Publicado em 11/09/2025 08:42
Artigos

 

A notícia de que Justin Bieber foi visto de cueca numa floresta pode parecer banal, mas rapidamente corre o mundo, despertando comentários, piadas e até debates sérios. A questão não é a cena em si, mas o fascínio humano por figuras públicas. Esse tipo de curiosidade revela algo profundo: a tendência das pessoas em projetar nos famosos uma espécie de referência, quase como se fossem espelhos nos quais gostariam de se ver.

A fama atrai porque promete um mundo que muitos desejam: reconhecimento, sucesso, beleza, riqueza e influência. É como se a celebridade encarnasse um ideal de vida. Daí nasce a idolatria moderna: acompanhar cada passo, saber o que veste, o que come, onde vai, com quem anda. É um coração carente procurando um “deus” visível para admirar.

O perigo é que essa inclinação não se restringe ao mundo secular. Infelizmente, ela também tem se infiltrado no meio evangélico. Pregadores carismáticos e cantores talentosos muitas vezes são elevados a um patamar que a Bíblia jamais permite ao ser humano ocupar. Multidões se aglomeram não mais pela mensagem da cruz, mas pela presença de uma “estrela gospel”. O que antes era ministério, hoje facilmente se converte em espetáculo.

No entanto, a Palavra é clara: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória” (Salmo 115:1). Quando o coração humano troca o Criador pela criatura, ainda que em forma de um pregador eloquente ou de um cantor ungido, a essência do evangelho se perde.

A fascinação por famosos nos mostra o quanto precisamos vigiar. O mundo pode viver de ídolos passageiros, mas a Igreja deve apontar apenas para Cristo. Ele é o único digno de ser seguido, admirado e adorado. Todo o resto é vaidade.

 

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